6 de dez. de 2010

A saúde dos professores:

De acordo com algumas pesquisas recentes, como a realizada pelo Laboratório de Psicodinâmica e Clínica do Trabalho da Universidade de Brasília (UNB), apontou que um em cada três docentes afirmou ter alguma doença ocupacional e danos físicos como laringite e nódulos nas pregas vocais, isso sem falarmos nos desgastes emocionais que crescentemente afetam a saúde mental desses profissionais.
São tensões e desafios que ocorrem dentro da sala de aula, derivados de uma relação entre alunos, professor, direção e comunidade nem sempre bem estruturada e comprometida de acordo com os direitos e deveres de todos os envolvidos, o que acaba potencializando as diferenças e os traumas pré-existentes e de fatores externos como uma gestão insegura e fragilizada da própria escola que, muitas vezes,  torna-se refém de sua própria comunidade e/ou de suas orientações (a)políticas, que nem sempre priorizam uma visão pedagógica e social mais ampla e coerente com os valores éticos e morais de uma sociedade que pode e deve aprender e reaprender constantemente.
Por isso, sabermos e agirmos por uma saúde também dos educadores é cada vez mais necessário e urgente, pois esses profissionais são partes intrínseca na formação de uma sociedade mais crítica e consciente de suas responsabilidades sociais e pessoais, sem abrir mão de  sua saúde física e mental, pois suas vidas não devem se resumir a uma sala de aula conflitante, angustiante e sem o necessário apoio pessoal efetivo e consistente, que supera e muito os discursos simplistas e míopes por aumentos salariais.
Um final de ano com muita paz e saúde!
Texto de: Marcos D’iorio de Paula
Psicanalista e Diretor da LUMIAR Projetos Culturais
mcospsic@hotmail.com

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